Cultura

Filme do cineastra mato-grossense concorre a prêmio em Nova Iorque

O longa-metragem Oitava Cor do Arco Íris, de Amauri Tangará, primeiro do gênero produzido em Mato Grosso, começa a ser reconhecido fora do país, apesar de ainda aguardar distribuição nacional. O filme foi selecionado para o participar do Festival do Cinema Brasileiro em Nova York, que apresenta e premia filmes nacionais exibidos nos EUA.
     
Durante a exibição do filme, o público irá conhecer a história do jovem João, personagem principal do longa. Na pequena vila de Nossa Senhora da Guia, vive o menino Joãzinho, criado pela avó Dona Didinha, que o adotou depois que seu pai desapareceu num garimpo e sua mãe foi parar num bordel. Muito doente, a velha Didinha sustenta o neto com a mísera aposentadoria que recebe. Numa noite Joãzinho desperta com as orações de sua avó que defronte a um velho oratório pede a Deus que a leve embora, pois não suporta mais as dores que sente e a falta de condições para comprar remédios que a aliviem.
     
Ao ouvir isso, Joãzinho toma uma importante decisão : vender “Mocinha”, a cabrita, o único animal de estimação que possuía e com o dinheiro comprar os remédios que sua avó necessita. Escondido da avó vai pela pequena vila tentando vender o animal e acaba parando na cidade grande. Sem conhecer nada nem ninguém passa por todo tipo de aventuras e descobre o lado duro de uma cidade grande, que contrasta com sua ingenuidade de menino nascido e criado no bucolismo saudável de uma pequena vila do rio acima.
     
O Festival acontece será entre os dias 3 e 12 de setembro de 2005 e conta com a participação de 8 longas-metragens, além de documentários e curtas-metragens. Produtores de Oitava Cor do Arco-Íris esperam fechar um acordo ainda este ano para a distribuição do filme no território nacional.