Educação

Candidatos à reitoria da UFMT fazem último debate

Os candidatos à reitoria da Universidade Federal de Mato Grosso participam do último debate na segunda-feira (14), em um programa, em Cuiabá. A pauta é a educação superior no Estado, mais especificamente os novos rumos da instituição. Concorrem João Carlos Maia (Chapa 1 – Inova UFMT), Paulo Teixeira (Chapa 2 – UFMT Mais 50), Sérgio de Paulo (Chapa 3 – Universidade Proativa) e Myrian Serra (Chapa 4 – Diálogo e Ação).

Para João Maia a inovação da universidade é o principal ponto para melhorar a instituição. “A nossa plataforma é tentar mostrar para a sociedade que nós temos competência suficiente para inovar nos nossos processos. Nós temos que ter uma universidade proativa, moderna. Estamos no século XXI, no qual as tecnologias têm que servir de base para o andamento dos processos e dos produtos que nós temos na UFMT. Então, o principal foco mesmo é ter uma universidade inovadora. É usar do nosso conhecimento para benefício da nossa academia", explica, segundo assessoria.

Paulo Teixeira afirma que tem muito trabalho a ser realizado. ”Nosso propósito principal é propor políticas para a melhoria da qualidade da nossa instituição. Ela se dá em alguns eixos: primeiramente, buscando investir na qualificação do nosso corpo docente e técnico administrativo. Nós temos apenas 66% de doutores na universidade. Vamos tentar avançar nesse quesito. Precisamos também melhorar as condições de sala de aula, de laboratório, investir em novas tecnologias de informação para melhorar também as nossas aulas. Criar um sistema de acompanhamento de egressos. Isso é importante para que a gente meça a relevância do nosso ensino, e aumente a nossa interlocução com a sociedade. A nossa proposta prevê a participação dos movimentos sociais e de entidades de classe nos nossos conselhos, Consuni, Consepe. A internacionalização é outra estratégia importante para a melhoria da qualidade do ensino, da pesquisa e da extensão. Nosso foco tem sido excessivamente no ensino e nós precisamos focar mais na aprendizagem. Queremos radicalizar na transparência e nos processos participativos, ainda que tenham melhorado muito nos últimos anos na universidade. Somos parceiros nas lutas dos campi do interior. Àqueles que quiserem buscar autonomia, nós estamos juntos nesse processo. Temos o compromisso de implantar um processo participativo de escolha de pró-reitores no interior… enfim, tem bastante coisa”, reforça.

Sérgio de Paulo quer uma universidade proativa. “O que quer dizer isso? Que temos uma perspectiva, um desejo da universidade assumir uma postura mais ativa no processo de desenvolvimento do país. A UFMT, principalmente, nos últimos 16 anos, que é o período que o grupo atual está na administração superior, se fechou para a sociedade. E uma característica fundamental não só da UFMT, mas de todas as universidades federais, é que elas deixaram de ser partícipes do processo de desenvolvimento do país. Ou seja, os partidos políticos que ditam os caminhos que o país está seguindo não ouvem a universidade, e as pessoas que detém o conhecimento são as comunidades universitárias. São aquelas pessoas que têm mais informação, mais esclarecimento, mais conhecimento, mais ciência. Então, deveríamos ter um papel muito mais ativo no desenvolvimento do país, e não temos, justamente porque não assumimos essa oportunidade e porque a universidade tem uma postura muito respondente”, afirma o candidato

Myrian Serra acredita que precisa haver mais diálogo. “Toda ação deve ser decidida coletivamente. A plataforma de campanha é construída com base na autonomia da universidade, que deve existir por meio de nossa democracia interna. Cada desafio deve ser superado por soluções construídas de forma coletiva e participativa para que a UFMT tenha significado para cada um de nós e para a sociedade. Propomos uma universidade com qualidade acadêmica e administrativa, pautada na melhoria das condições de trabalho e de desenvolvimento acadêmico da comunidade universitária, com a pesquisa e a extensão como eixos de consolidação para o ensino de graduação e de pós-graduação, valorizando, assim, a política de gestão de pessoas, com formação e capacitação em todos os níveis, de todos os servidores da UFMT”, finaliza.