Educação

Professores e técnicos da UFMT Sinop aderem à mobilização e paralisam atividades

A maioria dos professores e técnicos administrativos da Universidade Federal de Mato Grosso, campus de Sinop, aderiu, hoje, à paralisação nacional de 24 horas. Eles são contrários a Projeto Lei Complementar (PLP) 257, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241/16 e o anúncio de possível redução de 45% no orçamento das universidades federais para 2017 sugerida pelo presidente em exercício Michel Temer (PMDB). A mobilização nacional foi convocada pelas centrais sindicais. Não foi informado se haverá protesto na universidade sinopense, esta tarde.

Trabalham no campus 250 professores e 85 técnicos. Aproximadamente três mil acadêmicos estão matriculados nos cursos de Licenciatura Plena em Ciências Naturais e Matemática (Habilitação em Física, Química ou Matemática); Engenharia Florestal; Enfermagem; Zootecnia; Agronomia; Medicina Veterinária; Engenharia Agrícola e Ambiental; Farmácia e Medicina.

“Nossa universidade tem uma série de programas, de bolsas para estudantes, e está em um momento de expansão com novos cursos nos campi de Sinop, Araguaia, Rondonópolis. Temos o campus de Várzea Grande, que ainda está em processo de construção. Um corte de 45% nos recursos da UFMT representaria ter de administrar com pouco mais de R$ 400 milhões o mesmo espaço que antes era administrado com R$ 750 milhões. Com certeza isso comprometerá a qualidade das nossas pesquisas, dos nossos cursos de extensão e ensino”, afirma o presidente Adufmat – seção sindical do ANDES, Reginaldo Araújo, através da assessoria.

Segundo Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso, o objetivo  257/16 é renegociar as dívidas dos Estados. Para isso, impõe ajuste fiscal, reduzindo recursos dos serviços públicos e programas sociais. Já a proposta 241, reduz as despesas primárias da União, limitando os gastos públicos com relação ao ano anterior, corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Em Cuiabá, o encontro dos trabalhadores será às 17h, na praça Ipiranga, no centro. Na UFMT, além da paralisação, uma agenda de atividades reunirá docentes, estudantes e técnicos a partir das 14h30, na sede do Sindicato dos Técnicos Administrativos.