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Brasil encara maior carrasco antes da Copa das Confederações

O Brasil faz neste domingo, a partir das 16 horas (de Brasília), seu teste final para a Copa das Confederações, que começa no dia 15 de junho. Na Arena do Grêmio, em Porto Alegre, o Brasil desafia seu maior carrasco em Copas do Mundo, a França, responsável por três das últimas cinco eliminações do Brasil na competição, em 1986, 1998 e 2006.

Reunidos desde a última segunda-feira em Goiânia, onde ficaram até quinta treinando na Serrinha, CT do Goiás, os jogadores brasileiros apostam no entrosamento, algo raro para a Seleção, para vencer os franceses.

Os Bleusvem de duas derrotas seguidas. Primeiro, a seleção comandada pelo técnico Didier Deschamps, caiu para a Espanha nas Eliminatórias Europeias, por 1 a 0, em jogo que foi decisivo para decidir quem será o líder do grupo, que garante apenas uma vaga direta na Copa do Mundo. Nesta quarta, os franceses caíram para o Uruguai, em amistoso disputado em Montevideu e apostam na freguesia brasileira nos últimos anos para reencontrar o caminho das vitórias.

O técnico da Seleção Brasileira, Luiz Felipe Scolari, mostrou empolgação com a apresentação brasileira diante da Inglaterra, no último domingo, apesar do empate em 2 a 2 e deve repetir a escalação no duelo contra a França.

"Pela minha avaliação, tenho de 90% a 100% de chance de jogar com a mesma equipe. Foi um primeiro tempo muito bom, com um posicionamento correto. Tivemos um volante saindo um pouco mais, tivemos um entrosamento bom. Foi legal", declarou.

Durante a semana, a Canarinho sofreu uma baixa no ataque. O colorado Leandro Damião sofreu uma lesão muscular na coxa direita e foi cortado do amistoso, em um primeiro momento, e da Copa das Confederações, em seguida. Jô, do Atlético-MG.

A França desembarcou em Porto Alegre na quinta-feira e pelo que foi visto nos treinos, o técnico Didier Deschamps vai mexer bastante na equipe que encarou o Uruguai, na quarta-feira.

O treinador acredita que Felipão sofrerá um pouco com a pressão do torcedor brasileiro, mas vê o técnico rival como o homem certo para preparar o Brasil para a Copa do Mundo.

"Há a vantagem de se jogar no seu país, de frente para a sua torcida. Mas é uma pressão muito grande também. E, no Brasil, será ainda maior que isso. Haverá pressão dos jornalistas, do público. Mas o Felipão tem experiência e, nesse tempo que falta até o Mundial, encontrará os jogadores necessários para que possa fazer a melhor escolha e ter o grupo certo", analisou.

A França deve ir a campo com: Lloris; Debuchy, Rami, Sakho e Mathieu; Cabaye, Matuidi, Payet, Valbuena e Gourcuff; Benzema.